Sunday, January 31, 2010
Tuesday, January 26, 2010
147 / O Homem que Mordeu o Cão, o Tiro No Pé, o Haiti e o Orçamento
O HOMEM QUE MORDEU O CÃO - Não adianta falar em recrutamento falhado, má fiscalização, desatenção. O homem tem formação policial: é polícia. O homem foi apanhado a roubar: é ladrão. Resumo: é um ladrão que também é polícia. ou será o contrário? Não adianta. Já dizia o outro: «o mal não é roubar; é roubar e ser apanhado».posted by Azul Polícia at Tuesday, January 26, 2010 14 comments
Wednesday, January 20, 2010
146 / Caminhando
Após a publicação dos dois diplomas directores - Lei Orgânica e Estatuto do Pessoal - começam a aparecer os chamados documentos reguladores, os Despachos. Sejam eles reguladores, normativos, executivos, sejam eles o que forem, dizíamos, eles aparecem aos nossos olhos em forma de número. De todos eles o mais importante é sem dúvida alguma, o Despacho 20/2009. Não há dúvida que este despacho define tudo: desde as funções de cada serviço até à forma como se organizar: numa palavra, uniformiza. Infelizmente é o documento mais inexequível até hoje produzido pela PSP. Explicamos: tirando a própria DN/PSP que tem capacidade (diga-se, poder) de chamar para si os elementos que necessita para o preenchimento dos quadros orgânicos, tirando a UEP, que como força táctica tem que ser bem fornecida de elementos, tirando o COMETLIS, e em medida menor o COMETPOR, o restante dispositivo irá ficar exactamente na mesma: Orgânigramas bonitos, mas os serviços, as secções e núcleos, por força da acumulação de funções incentivada no próprio despacho, vão continuar a confudir-se com as pessoas.posted by Azul Polícia at Wednesday, January 20, 2010 31 comments
Tuesday, January 19, 2010
145 / Alguma Justiça
Referência para a nossa mensagem de 1 de Dezembro de 2007 [Mensagem 24 / Caupers "CLEANING SA"] em que nos referíamos a um comportamento, por parte do Departamento de Recursos Humanos da PSP, que além de ser ilegal, era incorrecto, uma aberração e desprovido dum total sentido de humanidade. Referíamo-nos a um número (pois foi assim que foram tratadas) de empregadas de limpeza, cujo despedimento foi anunciado na altura do Natal. Ora passados este dois longos anos, o Tribunal do Trabalho de Tomar veio repôr a legalidade obrigando a PSP/MAI indemnizar as funcionárias que então foram postas a andar. O Departamento de Recursos Humanos da PSP, para efectuar os despedimentos, fundamentou-se na lei que regula o emprego na função pública. Diverge desta posição o Tribunal de Trabalho de Tomar, vindo lembrar à Direcção dos Recursos Humanos da PSP que esta se esqueceu de uma outra lei que veio regularizar especificamente a situação dos trabalhadores do grupo auxiliar de limpeza, incluindo os contratados verbalmente. posted by Azul Polícia at Tuesday, January 19, 2010 3 comments
Wednesday, January 13, 2010
144 - Anjos e Demónios
O Comandante Distrital de Viseu, Intendente Serafim Tavares, qual anjo guerreiro, e, por sinal, com algo, como se dizia antigamente, entre as pernas, encheu-se de brios e pôs o dedo na ferida: os Sindicatos além de serem muitos, atrapalham e nada acrescentam, em termos de mais-valia, à actividade policial, tendo como consequência directa, um deficit de protecção às populações que deveriam servir. Ou seja, os sindicatos, são umas associações onde uns tantos se banqueteiam com umas horas de folga a que os restantes elementos policiais não acedem. Mas a coragem não advém somente de ter dito o que disse. Disse-o em alta voz, publicamente, e na presença da mais alta hierarquia do MAI, que prontamente corroborou o que acabara de ouvir. Os sindicatos também concordaram (?)
posted by Azul Polícia at Wednesday, January 13, 2010 33 comments
Saturday, January 9, 2010
143 - Aparentemente
Hoje, aparentemente, iremos fugir um pouco aos temas policiais. Aparentemente, porque em última análise, tudo nos diz respeito, embora possa parecer que não. Foram dois assuntos que dominaram a semana toda e perdurarão por mais algumas. Em todo o caso derrubaram-se, aparentemente, dois mitos:posted by Azul Polícia at Saturday, January 09, 2010 13 comments
Friday, January 1, 2010
142 / Mau Exemplo
Entrou hoje em vigor o novo Estatuto do Pessoal da Polícia de Segurança Pública. Diploma aprovado há já alguns meses, não agrada praticamente a ninguém. Se foi bem ou mal negociado, é óbvio que foi muito mal negociado. Os nossos representantes, quer seja por via da hierarquia, quer seja através dos sindicatos, vacilaram a toda a prova. No entanto, o 'novo'(?) estatuto é como as bruxas: podemos não acreditar nele, mas ele está aí. Com ele veio a desorientação total. Nem a Direcção Nacional da PSP nem os Sindicatos (sobretudo estes, tão afoitos a panfletarem vendas de telemóveis e outras atracções para cativarem seguidores) produziram e publicitaram, desde a sua aprovação, qualquer documento orientador, válido e sistematizado, no sentido de se tentar comprender o que é afinal esse texto legal. Os responsáveis policiais não esclarecem [facto recorrente na nossa organização no seu diálogo interno. (Ah! que bem se fala dos stakeholders durante as formações!!!)] e os responsáveis sindicais(?!) dizem que na questão de determinados horários, que dão direito a subsídios, foram negociados à parte, com o Ministério das Finanças, anulando assim a letra e o espírito da Lei. E ameaçam com acções de luta. Que acções de luta? Os dados estão lançados, somos funcionários públicos (não se esqueçam de deixar a arma e o crachá no cacifo quando acabarem o turno ou expediente, pois o nosso colega das finanças também não leva o carimbo nem o agrafador para casa), os nossos comandantes nada conseguiram para os comandados e os sindicatos e as assessorias jurídicas revelaram toda a sua incompetência. Hoje, amanhã e depois, acordaremos, fardar-nos-emos e cumpriremos a nossa missão. Como sempre.posted by Azul Polícia at Friday, January 01, 2010 31 comments
141 / Bom Exemplo
O Estado não pode chegar a todo o lado. O Estado, na democracia que somos, tem que se redefinir; o Estado tem que se auto reformar, redimensionar, crescer em qualidade e, consequentemente, deitar fora o que não presta. O Estado tem que desinvestir no cidadão anónimo abúlico, preguiçoso, criminosamente preguiçoso. O Estado tem que des-subsidiar e des-subsidiar-se. O Estado tem que se «enfraquecer» para a sociedade civil, sentindo-se indefesa, se associar, reagir, crescer, defender e tornar-se auto-suficiente. O Estado, então, não só será regulador: será inevitavelmente um bom regulador. posted by Azul Polícia at Friday, January 01, 2010 6 comments
140 / Exemplos
EXEMPLO 1 - Um casal de jovens europeus, (Portugal - Alentejo - Beja) Sara C. de 24 anos e José A. de 23 anos, foram passar férias aos Estados Unidos da América. Foram detidos por furto de utensílios de cozinha, jóias, perfumes e cosméticos num valor de 700 dólares (cerca de quinhentos euros) num Centro Comercial de Palm Beach. Estão detidos porque não têm dinheiro para pagar a fiança que lhe foi fixada [5000 dólares, cerca de 3500 euros]. Têm os passaportes apreendidos e o juíz do processo ainda não se pronunciou se podem abandonar o país ou se terão que ficar lá até à data do julgamento.posted by Azul Polícia at Friday, January 01, 2010 6 comments
Monday, December 28, 2009
139 / [IN]Constitucional
Despudoradamente e com alguma frequência a Polícia serve de título de primeira página. Seja porque a Polícia (pessoa) tenha morto a mulher, seja porque a Polícia (pessoa) se tenha suicidado, seja porque as 'multas' que passou possam ser ilegais, seja porque a Polícia (instituição) ande à 'caça à multa'. Tudo serve de manchete. Desta vez, é sobre uma notícia do Correio da Manhã em que se alardeia, com algum vislumbre orgásmico, a hipotética má posição, em que a Polícia (instituição? pessoa?) ficou, depois de ter submetido à recolha de sangue, um potencial assasino das estradas. A felicidade da notícia é maior porque foi o Tribunal da Relação do Porto que puxou as orelhas à Polícia (aqui é definitivamente aos agentes!): quais vampiros, promoveram a recolha de sangue a um indívíduo que ficou ferido num acidente de viação e, consequentemente hospitalizado, tendo acusado uma taxa de álcool no sangue de 1,59 gr/l. Nada de mais. Diz a determinada altura, o jornal, o seguinte: «A decisão da PSP em avançar para a colheita ter-se-á baseado num decreto-lei de 2005, que retira o direito de recusar o procedimento. A questão é que a Relação do Porto diz que o mesmo decreto foi adoptado sem autorização legislativa da Assembleia da República, razão para concluir que a recolha de sangue sem autorização do examinado está "ferida de inconstitucionalidade orgânica".Um condutor que se recuse a soprar no balão incorre num crime de desobediência, punido até um ano de prisão, mas a Relação diz que nem aqui se encaixa o ‘não’ à recolha de sangue. Contas finais, o homem, de 41 anos, foi absolvido do crime de condução sob estado de embriaguez e recuperou a carta». Podíamos, a partir daqui, começar a apartir pedra sobre o que isso da 'Inconstitucionalidade Orgânica', mas ficamos por uma ligeira súmula da idéia: 2. Um diploma legal organicamente inconstitucional está em vigor após a publicação, embora essa vigência tenha natureza precária, enquanto a Assembleia da República o não ratificar, ou os Tribunais comuns (ressalvado o especial regime decorrente da declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal Constitucional) o declararem inconstitucional.
Parece que foi isso que o Tribunal da Relação interpretou. Terá interpertado bem? Quanto a nós mal, pois, sendo certo que o condutor pode requerer que a contraprova seja realizada através de análise ao sangue, tal não lhe pode ser imposto, visto a Lei dar a possibilidade de optar por qualquer um dos meios. Acontece que o indvíduo estava inconsciente e, como tal, não podia optar. A Polícia (pessoa) competente e atenta ao meio que o involve, emaranhado nas leis que lhe são postas à sua disposição, consegue discorrer que a preservação da prova é importante. Foi o que fizeram, repetimos, e bem. Nem se pode dizer que a obtenção foi ilegal, pois conceptualmente ter-se-á que pôr sempre a questão: se ele estivesse lúcido e se recusasse a optar por uma das medidas postas à sua disposição não seria acusado de crime de desobediência e consequentemente punido? O Tribunal da Relação do Porto ao analisar e aplicar a norma per si, mete a cabeça na areia e não cumpre a sua função social.
[NOTA: Esta mensagem foi escrita a partir da notícia do Correio da Manhã do dia 27DEZ09. Por mais que tentássemos não tivemos acesso ao dito Acórdão]
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Friday, December 18, 2009
138 / Global e Local
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Sunday, December 13, 2009
137 / Lá Se Vai Mais Um Ano
Mais um ano se esvai. Já não nos tremem as pernas que percorreram as calçadas em busca das nossas esperanças. Já não nos bate o coração com a adrenalina do bem servir. Já não nos sua a tez com o suor da responsabilidade. Já não mostramos um sorriso inocente mas sim um esgar amarelado de um conformismo fatalista. Olhamos em redor e vemos, para além de oportunismos, nepotismos e imundícies, uma justiça de pessoas falsas, medrosas, irresponsáveis, incompetentes, desleixadas e viciadas; uma sociedade com medo. Homens que se dizem politicos que nos envergonham todos os dias. Estrategas da gula e da desordem. Já não nos tremem as pernas que percorreram as calçadas em busca das nossas esperanças: tremem-nos de raiva e desespero.posted by Azul Polícia at Sunday, December 13, 2009 14 comments
Saturday, December 5, 2009
136 / Pensar Bem No Assunto
posted by Azul Polícia at Saturday, December 05, 2009 7 comments
Thursday, December 3, 2009
135 - Oleo Resin Capsicun
Há gente que anda cá e não sabe o lugar que ocupa. Com o intuíto de atingir não se sabe bem o quê ou quem, acabam por prestar informação para o exterior que são autênticos suicídios: o gás OCSpray afinal não é, sendo apenas água, pois o prazo de validade expirou. Acreditamos que sim. Mas para quê dar publicamente esta informação? A quem serve? A nós não nos serve certamente! posted by Azul Polícia at Thursday, December 03, 2009 4 comments
Sunday, November 29, 2009
134 / Fardamento
Com a chegada do Inverno repete-se um problema que é tão antigo como a própria PSP: a farda que é tão bonita de Verão não serve para o Inverno. Tirando um ou outro Comando que têm uns Invernos amenos, nos Comandos onde o frio aperta, não há nada a fazer a não ser improvisar. O frio é o principal inimigo; se aliada à chuva, nem vale a pena pensar. É caso para se dizer que se a Direcção Nacional tivesse a sua sede, ainda que por um Inverno, em Bragança, na Guarda ou Castelo Branco, estes problemas há muito que estariam resolvidos. Há anos que não nos conseguimos uniformizar: é cada roca com seu fuso cada terra com seu uso! Sapatos, botas, casaco de cabedal, se queremos bons e funcionais, só a expensas próprias. Capas de chuva? Cadê? Cadê? Até os próprios coletes reflectores que custam uma ninharia que tão bem ficam no pessoal em policiamento, há amarelos, verdes e laranjas. Disseram-nos entretanto que estava em concurso a renovação do fardamento e do equipamento. Mas deram-nos logo uma má notícia: o blusão de cabedal vai ser extinto! Bonito! A única peça de fardamento que realmente nos serve e ainda por cima evita a chuva… vai ser banida! A propósito! A foto que ilustra esta mensagem [pertence ao Correio da Manhã- Rui Miguel Perosa] mostra o nosso Director Nacional em bom estilo, mas, simplesmente mal fardado. Veja-se o que diz a Portaria 810/89, de 13 de Setembro no artigo 9.º: « 42) Camisola de malha de meia gola – confeccionada em malha de lã de cor azul-ferrete, sendo nos ombros e cotovelos reforçada com tecido de textura forte. Sobre os ombros tem platinas que abotoam por meio de botão de massa. As platinas têm 4 cm de largura e o seu comprimentos varia de 12,5 cm a 14 cm, de acordo com o tamanho das camisolas; no braço esquerdo, a cerca de 10 cm do ombro, leva um porta-canetas em tecido de textura forte. Usa-se por cima da camisa azul com os colarinhos por cima da gola e só pode ser utilizada em serviço interno». Não não há aqui nenhuma má fé, pois se temos regulamentos....
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Friday, November 27, 2009
133 / Acabou-se a liberdade
Pedimos desculpa por o texto de hoje não ser da nossa autoria. Fazemos a devida vénia ao director do jornal «i» autor destas linhas que [re]publicamos. Pela sua actualidade, pela sua importância, merece uma leitura atenta.*Gary Becker:«INCENTIVO AO ROUBO - Conquistou o Nobel em 1992, depois de ter estacionado num lugar proibido... Aí descobriu que o comportamento humano responde a incentivos racionais. Se os retornos potenciais de um crime forem menores que o custo da penalização, então as pessoas vão cometer mais crimes. Portugal está a brincar com esta teoria.»
posted by Azul Polícia at Friday, November 27, 2009 3 comments
Sunday, November 22, 2009
132 / Um Mau Princípio
É definitivamente um mau princípio: retiram-se agentes policiais dos grupos de trabalho das Esquadras. Retiram-se os patrulheiros para se criarem Pelotões Operacionais, Piquetes, EIR, SIR, BIR, (alguns dos diversos nomes para a mesma parafernália de policias ditas "especiais") que dizem servir para combater a criminalidade. Quem traçou esta estratégia, esqueceu-se certamente que a criminalidade se combate prevenindo. Temos as Esquadras esvaziadas de patrulheiros, mas com a triplicação de actividades policiais que não a de serviço apeado. Pois não se fazendo o policiamento apeado, não existindo o Patrulheiro, quebra-se o laço tradicional com as populações, perde-se a afinidde, os afectos, as informações. De tempos a tempos tenta-se dar a volta com os Programas Especiais de Policiamento de Proximidade. Revert-se o paradigma da polícia: auiloque deveria ser normal, passa a ser especial. É estranho, muito estranho. O Policiamento de Proximidade que deveria ser a nossa principal função, passou a ser uma função acessória? O crime aumenta? É preciso um policiamento especial? Mandemos para a rua elementos que têm profunda experiência no Iraque, conforme retrata a imagem de dois elementos da GNR. Continuamos a brincar, não continuamos?posted by Azul Polícia at Sunday, November 22, 2009 19 comments
Monday, November 16, 2009
131 / Um Mau Serviço
Todos aqueles que estavam convencidos que os Órgãos de Polícia Criminal [OPC] existiam porque o Estado -esse ilustre (des)conhecido, impessoal culpado de tudo- precisava deles como um dos mecanismos essenciais para a sua defesa e manutenção.... desenganem-se. Se achavam que o Estado que temos é um Estado de Direito, esta novela dos magistrados que se escarram em praça pública por causa duns sucateiros, não pode deixar de ser esclarecedor: não somos, de facto, um Estado de Direito. Se estávamos convencidos que temos maus carros, más instalações, mau equipamento, más chefias, maus recrutadores, maus elementos, etc., etc., nas nossas fileiras, porque era tudo um mero acaso de inoperância politica.... desenganem-se. Se estavam convencidos que as leis penais que temos, estas que nos fazem andar sempre atrás dos mesmos criminosos que são sempre soltos, que levamos na cara e calamos e se queremos intentar alguma acção para nos ressarcir de qualquer dano ainda temos que pagar, faz parte duma lei mal pensada e em cima do joelho... desenganem-se. Tudo isto, e muito mais, faz parte da estratégia de manutenção e operacionalização do aparelho do estado (todos os partidos incluidos), do sistema vigente. Com o caso dos sucateiros (há quem já diga socrateiros, mais ainda não percebemos o trocadilho) a Polícia Judiciária acaba de cometer o pecado capital, a sentença de morte para os OPC: se sem grandes meios, tanto humanos como operacionais, sem ter um magistrado como Director Nacional, com muito sacrifício de vários departamentos que tiveram que ficar sem elementos para ajudar na investigação de Aveiro ,em silêncio e com competência, o resultado está à vista, imaginem se os OPC [PJ, PSP, GNR, SEF, etc.] tivessem meios? Concluindo, só se pode dizer que se fez um mau serviço.posted by Azul Polícia at Monday, November 16, 2009 11 comments
Thursday, November 12, 2009
130 / Novamente as Avaliações
De tempos a tempos, um qualquer sindicato, querendo ter algum protagonismo, resolve dar ouvidos a alguns cabides e, por arrasto leva tudo a eito. Os jornalistas agradecem. Vários jornais e rádios, têm vindo a tentar «provar» que há uma caça à multa na PSP. Finalmente conseguiram a dita prova, como diz o PÚBLICO na sua edição do dia 12. Mas que prova fizeram? Um cabide a quem lhe foi dado um 4 na avaliação individual, fez-se de mártir, o seu sindicato(???) deu-lhe cobertura e os jornais puseram a cereja. Todos nós sabemos que não é de ânimo leve que se dá um 4 a um elemento policial. Mas quem dá um 4, tem é vontade de dar um 2, e quem o recebe, certamente já não deveria andar por cá há anos (nem deveria ter entrado, eventualmente). Desconhecemos o caso em concreto, mas em abstracto, sabemos todos que os "queixosos" - ou será queixinhas? - são aqueles que menos fazem pelo trabalho, mais faltam, os colegas nunca sabem nada, o supervisor é uma treta, e o comandante é um monte de merda que para ali anda. Basicamente são estes os indivíduos que os sindicatos protegem e dão cobertura.posted by Azul Polícia at Thursday, November 12, 2009 15 comments
Tuesday, November 10, 2009
129 / Uma Fina Linha
Só há duas instituições que os politicos usam e abusam, tanto para se autopromoverem, como para deitar abaixo um adversário politico. Essas instituições, como está bom de ver são a PSP e a GNR. Como também está bom de ver, esses mesmos políticos nada têm a ensinar-nos, nada têm a dizer para além do que já disseram; são no fundo, os principais causadores do estado do Estado. Não evoluem, multiplicam-se, sugam-nos, numa palavra, usam-nos. Olhemos para que direcção olharmos, quando tudo falha, lá estão 24 sobre 24 horas, estas duas Forças de Segurança. Somos POLÍCIAS [de prevenção, de reacção, administrativa, etc], PSICÓLOGOS, PSIQUIATRAS, JURISTAS, ASSISTENTES SOCIAIS, JUÍZES, PROCURADORES, BOMBEIROS, PROFESSORES, PALESTRANTES, CONSELHEIROS, ENFERMEIROS, MÉDICOS, INFORMÁTICOS, ETC., ETC. Nos tempos que correm, o espaço que separa a sociedade que precisa de ser protegida e os políticos corruptos é uma fina linha. Essa fina linha somos nós.posted by Azul Polícia at Tuesday, November 10, 2009 4 comments
Friday, October 23, 2009
128 / Transferências
O assunto é recorrente, o diagnóstico feito, as soluções apontadas e mantém-se, a incongruente opção das transferências após os cursos de formação na Escola Prática de Polícia. Porque será que as terras que fornecem os elementos para a polícia só os possam ver regressar a casa após quase uma década e, nalguns casos, nem numa vida de trabalho? Porque será que os nossos agentes, colegas e camaradas não se podem apresentar jovens e enérgicos (e ainda com sonhos) junto das populações que melhor conhecem? Os Comandos Distritais (os ditos de provincia, terminais ou fim de linha) recebem elementos vindos das metrópoles e arredores já completamente esvaídos de sonhos, secos de objectivos e encharcados de [naturais] vícios. Primeiro são desenraizados e, sem qualquer apoio, colocados a distâncias proibitivas de manterem uma relação familiar saudável. Depois, após muitos anos, lá conseguem fazer uma aproximação, mas a aculturação do grande centro urbano faz com que seja um corpo estranho junto dos seus. Muitos desistem. Ficam por lá. O que será preciso fazer, ou acontecer, para que as gentes, as terras, os Comandos do interior vejam, de uma vez por todas, chegar jovens policias recém formados junto deles?posted by Azul Polícia at Friday, October 23, 2009 23 comments
Wednesday, October 21, 2009
127 / A Protecção
Estatuto do Pessoal Policial da Polícia de Segurança Pública [EPPPSP] inscreve no seu art.º 4.º que “O pessoal policial está sujeito aos deveres e goza dos direitos previstos na lei geral para os demais trabalhadores que exercem funções públicas”, sem prejuízo de outras situações com regulamentação própria. Ou seja somos efectivamente funcionários públicos, independentemente do que se possa daí extrair. Mas sendo funcionários públicos, o «bom dia chefe» ou «bom dia Sr. Director» soava a pouco, por isso vai ser criado por despacho do Director Nacional da PSP um Regime de Continências e Honras Policias [art.º 12.º]. Mas temos um Código Deontológico que tanto se aplica a nós (funcionários públicos) como à GNR (militares) conforme diz o artigo 13.º [veja-se Resolução do Conselho de Ministros n.º 37/2002de 7 de Fevereiro de 2002]. Quanto ao nosso Dever Profissional o artigo 5.º diz que devemos funcionar a “Sem prejuízo do disposto no Estatuto Disciplinar…” Quanto a incompatibilidades temos que “O regime de impedimentos, recusas e escusas previstas no Código de Processo Penal é aplicável, com as devidas adaptações, ao pessoal policial enquanto órgão de polícia criminal…” [art.º 10.º]. Como se vê por estes pequenos exemplos, o nosso Estatuto em vez de ser uma CONSTITUIÇÃO POLICIAL é uma caixa de derivação onde cabe tudo e não cabe nada. Para terminar deixa-se aqui mais uma pérola deste EPPPSP: no que toca à incapacidade física o art.º 25.º remete-nos para o regime legal em vigor para os deficientes das Forças Armadas cujo diploma director é de …20 de Janeiro de 1976 [Decreto-Lei n.º 43/76 de 20 de Janeiro]. Resumindo, as nossas normas só vigoram para nós enquanto externamente vigorarem como tal, ou seja, o nosso Estatuto define quais são a/s norma/s externa/s que se nos vão aplicar. Os criminosos têm melhores defesas. Viva Portugal!posted by Azul Polícia at Wednesday, October 21, 2009 5 comments
Monday, October 19, 2009
126 / ... Orgânico
Antes de mais [falando do Decreto-Lei 299/2009, de 14 de Outubro [Estatuto do Pessoal Policial da Polícia de Segurança Pública] este documento é uma manta de retalhos. É bem pior daquilo que se pensava. Nós por cá fomos avisando [ler 112 / O Novo Estapafúrdio Orgânico e seguintes - e seus comentários] de que a coisa não podia ser muito boa. Mas antes de falarmos do seu conteúdo, o que realmente já deveria ter levado a uma feroz tomada de posição de repúdio sindical, tem-se reflectido através do silêncio, que por sua vez poderá significar impreparação/incompetência/etc; é uma lição para os crédulos e para os incrédulos. Para aqueles que se convenceram que tinham alguma influência externa sem o demonstrarem internamente. Se olharem para o penúltimo parágrafo do EPPPSP, está lá escrito assim: "Foram observados os procedimentos da Lei 14/2002, de 19 de Fevereiro, que regula o exercício da actividade sindical do pessoal policial da PSP, tendo sido, para o efeito, realizadas audições obrigatórias dos sindicatos do sector". Bem...posted by Azul Polícia at Monday, October 19, 2009 3 comments
Friday, October 16, 2009
125 / De Volta
NOTA DO/A/S AUTORE/A/S: Depois de tanto tempo 'por fora' a renovação do layout do blogue era fundamental. Verificou-se depois que afinal não era assim tanto. Por algum desconhecimento tecnológico nosso (semântica para preguiça) achou-se por bem regressar à antiga imagem.
posted by Azul Polícia at Friday, October 16, 2009 3 comments
Monday, June 1, 2009
124 / Problemas Com a Autoridade
posted by Azul Polícia at Monday, June 01, 2009 61 comments

