Wednesday, February 17, 2010

153 / Co-responsabilização - ( 3 )

As transições nunca foram fáceis. Chegar ao ponto a que chegámos - leia-se desorientação total - também não foi assim muito difícil. Estava na cara que iria ser assim. E vai piorar. Não, não estamos aqui com a vaidade, mesquinhez e arrogância de quem costuma prever as desgraças. Estamos aqui a conversar, mas estamos desolados. Infelizmente olhamos à nossa volta e não descortinamos uma VISÃO para a nossa organização. Olhamos à nossa volta e não vislumbramos OBJECTIVOS comuns à nossa organização. Olhamos à nossa volta e não conseguimos avistar uma ESTRATÉGIA. Ao olharmos à nossa volta só conseguimos ver, ainda que metaforicamente falando, um valente banquete em que muitos dos comensais dispensariam a sua presença e outros tantos dariam aquilo e mais dez tostões para fazerem parte dele. Enquanto não olharmos seriamente para a PSP, para aquilo que de mal lhe estão a fazer, não vamos a lado nenhum. Enquanto não escutarmos seriamente a PSP, iremos continuar a navegar em direcção aos escolhos. Vamos hoje começar a aplicar - seriamente (!) - o novo Estatuto. A publicação de mais dois despachos põe finalmente a máquina a trabalhar. Será que está a funcionar? 

Saturday, February 13, 2010

152 / Co-responsabilização - ( 2 )

Pois não foi um nem dois. Os Despachos que visavam dar corpo ao Estatuto da PSP foram todos revogados (ponto final parágrafo, como alguém diz com frequência!). Foi feita uma vídeo conferência em que participaram as mais altas chefias da PSP. Ok! Também participaram chefias intermédias. Uns, com o mais nobre dos empenhos; outros, só estavam ali. Havia quem defendesse com unhas e dentes o que haveria de fazer a seguir. Alguém houve, vindo de não sabemos de onde nem como, ainda que bem apoiado, cedo se verificou que não trazia o trabalho de casa bem preparado. Deu-se conta, e que isto fique bem claro, que as altas chefias não concordaram nada do que aí vem. Deram a cara e deram as razões. Mas porque não percebiam de legiferação tiveram que engolir. No fim, bem no fim, pensa-se que toda a gente ficou co-responsável. Ponto final. Parágrafo!

Wednesday, February 10, 2010

151 / Co-responsabilização - ( 1 )

Desde o início do ano que a Direcção Nacional da PSP está a braços com um molho de bróculos. O Estatuto do Pessoal que entretanto entrou em vigor, em vez trazer soluções, trouxe complicações; quando se pensava que iria apresentar uma luz nova, trouxe velhas sombras. Deixaram (deixámos?) que se passassem vários meses desde a sua publicação até à sua entrada em vigor. Mais demorada está a ser a sua implementação. Várias poderão ser as explicações para a demora. O que interessa é que, em tempo real,  fomos incapazes de pôr a máquina a funcionar. Deixámo-nos enredar com a treta do funcionalismo público, enfraquecemos. Este Estatuto, esta manta de retalhos, este molho de bróculos, esta festança de subsídios, suplementos, recrutamentos e graduações vai fazer com que chegue ao Verão e nem sequer dinheiro para ordenados vamos ter.
[Outras mensagens sobre o mesmo assunto: 127, 142 e 146]

Sunday, February 7, 2010

150 / Afinal...

A postura politica e oficial, em Portugal, sobre qualquer assunto 'incómodo' é falar dele o mais tarde possível. Depois fala-se como se não tivesse importância, tipo «quem canta seus males espanta!» Finalmente, perante a evidência, esquecendo todas as posições anteriormente assumidas, falam do assunto como matéria prima nova, assumindo posições de um pragmatismo que até impressiona. Se a situação for grave e catastrófica, há sempre um ministro para nos fazer entender a gravidade da situação. Se for para prender uns bandidos, há sempre uma farda para alimentar o espectáculo. O que não se esperava era que, depois do SIS dizer que, sobre a ETA em Portugal, nada havia a registar. Depois do MAI ter dito que, sobre a ETA em Portugal, nada havia a assinalar, a GNR faz o que faz? Vai e contradiz o que anteriormente foi dito descobrindo tonelada e meia de explosivos destinada à ETA? Como o caso é grave, mas de enorme orgulho pelo feito, quem falou foi o Comandante-Geral da GNR. Pergunta-se: Afinal há ETA ou não há ETA? É que se não se sabe, o melhor é criar silêncio, pois como se viu, não adianta fazer das palavras desejos, pois os factos aparecem, mais cedo ou mais tarde, a desmentir as palavras.
[NOTA FINAL: Não nos interessa saber como é que a GNR chegou ao local. O que interessa é que tenha chegado. Ficávamos mais contentes se soubéssemos que tinha sido o nosso sitema de informações a fornecer as orientações que deram origem ao trabalho. Não gostávamos nada de saber que já tinhamos sido ultrapassados pelos serviços de inteligência espanhóis]

Tuesday, February 2, 2010

149 / Fly Robin Fly

De vez em quando, acordamos com o estupor da notícia; com a obscenidade fria do facto. Isso congela-nos. De vez em quando, damos conta que camaradas nossos partiram e que, porque não os conhecemos pessoalmente, não passaram de números a abater nos serviços sociais, como ainda - erradamente - vai aparecendo nas Ordens de Serviço. Outras vezes, conhecemos, ainda que de relance, aqueles que partem. Lembramo-nos então, que não fomos justos para com todos os outros. Não fossem os mais chegados, nem nos aperceberíamos que tinham sequer existido, quanto mais partido. A todos eles a nossa homenagem.

Sunday, January 31, 2010

148 / Barreira

Já aqui escrevemos sobre este Oficial, Comandante Metropolitano de Lisboa [Mensagem 74 / Patético] e não foram pelos melhores motivos. Desta vez, verdade seja dita, não esperou pelos acontecimentos e foi ter com eles.Deu a cara em seu nome, em nome dos seus subordinados, em nome da Polícia. Deu uma lição a todos os Comandantes e deixou uma mensagem clara a todos os que pensam (diga-se, com alguma legitimadade) que é chegar ao pé dos polícias, provocá-los e deixar andar. Nunca assim foi, apesar de estarmos quase lá perto. Mas as lições aprendem-se (também) com a experiência, com o passar dos anos. Resumindo, para quem não esteve atento, uns empresários de Parques de Diversões, com uns grandes camiões, já com as idéias formadas do que haveriam de fazer se o governo não lhes desse ouvidos, pretenderam fazer uma manifestação, com os seus camionistas, fechando parte da cidade de Lisboa, conduzindo em sentido contrário. Os homens queriam divertir-se com a Polícia mas foram impedidos pela PSP, porque esta foi firme. A Polícia, desta vez, foi efectivamente uma [B]barreira.

Tuesday, January 26, 2010

147 / O Homem que Mordeu o Cão, o Tiro No Pé, o Haiti e o Orçamento

O HOMEM QUE MORDEU O CÃO - Não adianta falar em recrutamento falhado, má fiscalização, desatenção. O homem tem formação policial: é polícia. O homem foi apanhado a roubar: é ladrão. Resumo: é um ladrão que também é polícia. ou será o contrário? Não adianta. Já dizia o outro: «o mal não é roubar; é roubar e ser apanhado».
O TIRO NO PÉ - Por estas alturas, os jornais fazem parangonas. É normal numa sociedade como a nossa, onde o voyeurismo é uma assunção transversal, um espectáculo. Escusam é os sindicatos virem perorar sobre o que se deve fazer. O mais ridiculo: um sindicalista a norte do país, a imputar culpas para o facto de o polícia ser também ladrão e não ter sido detectado foi porque as regras para admissão na políca são fracas. Convenhamos que comentário mais estúpido não podia haver. Será que este dirigente, e outros, desconhecem que a admissão para o Curso de Subchefes - curso que o polícia/ladrão frequentava -  é o mais selectivo que existe na PSP?
O HAITI - Muitos perguntaram como seria em Portugal se tivessemos uma desgraça como a do Haiti. Fizeram-se programas na TV e ouviram-se espertos. Independentemente de qualquer conclusão, o que se passa actualmente na CREL (Cintura Radial Externa de Lisboa) é o exemplo do que nos acontecerá. Mais palavras para quê?
O ORÇAMENTO - Foi esta noite entregue o OGE na Assembleia da República. Esperamos bem que não se esqueçam de se lembrar das Forças e Serviços de Segurança. Não falamos só de vencimentos: falamos de condições de trabalho. É que em tempo de crise, que vai piorar, sobra sempre o pior bocado para as Forças de Segurança . Como a paciência tem limites, é bom que não se esqueçam disso.

Wednesday, January 20, 2010

146 / Caminhando

Após a publicação dos dois diplomas directores - Lei Orgânica e Estatuto do Pessoal - começam a aparecer os chamados documentos reguladores, os Despachos. Sejam eles reguladores, normativos, executivos, sejam eles o que forem, dizíamos, eles aparecem aos nossos olhos em forma de número. De todos eles o mais importante é sem dúvida alguma, o Despacho 20/2009. Não há dúvida que este despacho define tudo: desde as funções de cada serviço até à forma como se organizar: numa palavra, uniformiza. Infelizmente é o documento mais inexequível até hoje produzido pela PSP. Explicamos: tirando a própria DN/PSP que tem capacidade (diga-se, poder) de chamar para si os elementos que necessita para o preenchimento dos quadros orgânicos, tirando a UEP, que como força táctica tem que ser bem fornecida de elementos, tirando o COMETLIS, e em medida menor o COMETPOR, o restante dispositivo irá ficar exactamente na mesma: Orgânigramas bonitos, mas os serviços, as secções e núcleos, por força da acumulação de funções incentivada no próprio despacho, vão continuar a confudir-se com as pessoas.

Tuesday, January 19, 2010

145 / Alguma Justiça

Referência para a nossa mensagem de 1 de Dezembro de 2007 [Mensagem 24 / Caupers "CLEANING SA"] em que nos referíamos a um comportamento, por parte do Departamento de Recursos Humanos da PSP, que além de  ser ilegal, era incorrecto, uma aberração e desprovido dum total sentido de humanidade. Referíamo-nos a um número (pois foi assim que foram tratadas) de empregadas de limpeza, cujo despedimento foi anunciado na altura do Natal. Ora passados este dois longos anos, o Tribunal do Trabalho de Tomar veio repôr a legalidade obrigando a PSP/MAI indemnizar as funcionárias que então foram postas a andar. O Departamento de  Recursos Humanos da PSP, para efectuar os despedimentos, fundamentou-se na lei que regula o emprego na função pública. Diverge desta posição o Tribunal de Trabalho de Tomar, vindo lembrar à Direcção dos Recursos Humanos da PSP que esta se esqueceu de uma outra lei que veio regularizar especificamente a situação dos trabalhadores do grupo auxiliar de limpeza, incluindo os contratados verbalmente.

Wednesday, January 13, 2010

144 - Anjos e Demónios

O Comandante Distrital de Viseu, Intendente Serafim Tavares, qual anjo guerreiro, e, por sinal, com algo, como se dizia antigamente, entre as pernas, encheu-se de brios e pôs o dedo na ferida: os Sindicatos além de serem muitos, atrapalham e nada acrescentam, em termos de mais-valia, à actividade policial, tendo como consequência directa, um deficit de protecção às populações que deveriam servir. Ou seja, os sindicatos, são umas associações onde uns tantos se banqueteiam com umas horas de folga a que os restantes elementos policiais não acedem. Mas a coragem não advém somente de ter dito o que disse. Disse-o em alta voz, publicamente, e na presença da mais alta hierarquia do MAI, que prontamente corroborou o que acabara de ouvir. Os sindicatos também concordaram (?)
Eles e elas foram chegando e sendo aceites. Chegaram com humildade mas cedo, muito cedo mesmo, se tornaram arrogantes. Desseminaram, cresceram. Munidos de um canudo, muitas vezes a prova da sua incompetência formal, pois nada melhor conseguiram do que vir para a polícia (não era o que diziam de nós até há pouco tempo?), alaparam-se. Alaparam-se junto ao poder, influenciando cada umas da suas decisões. O poder despiu a farda, a figura n.º 1 deixou de ser Comandante-Geral, para passar a ser Director Nacional, embora pelas Metrópoles e Distritos ainda sejam Comandantes. A primeira erupção, qual problema de herpes, surgiu quando a personificação da maldade, desrespeito e desprezo policial usando a própria organização que tanto tratou mal, serviu para a medalhar: falamos da  Sr.ª Caupers. Felizmente, foi-se embora. Mas deixou cá dentro, a infecção, a maldade, as sanguessugas: Mais uma vez, numa profunda falta de respeito por todos os polícias, vivos e mortos, a primeira vez que a PSP dá prémios por força da avaliação, dá-os a civis. Caramba! Não há o mínimo de decoro? 

Saturday, January 9, 2010

143 - Aparentemente

Hoje, aparentemente, iremos fugir um pouco aos temas policiais. Aparentemente, porque em última análise, tudo nos diz respeito, embora possa parecer que não. Foram dois assuntos que dominaram a semana toda e perdurarão por mais algumas. Em todo o caso derrubaram-se, aparentemente, dois mitos:
MITO 1: A PSP não pode ter vencimentos superiores, equivalentes a outros elementos de outras forças ou serviços de segurança, porque são muitos, porque são funcionários públicos e, como tal, embora à revelia de todos, integram um sistema de carreiras e retribuições da função pública. Assim sendo, porques sois muitos ides ficar assim mesmo. Pelos vistos esta regra não se aplica aos professores, porque sendo mais do dobro que todas as polícias e forças de segurança juntos, vão poder todos chegar a generais, alterando duma forma epistemológica o paradigma daquilo que nos forçam a aceitar. Se os professores quebraram a regra, nós também a poderemos quebrar, Haja união.
MITO 2: Daqui a uns tempos, todos os casais, casados ao abrigo de leis, convenções e até convicções, deixarão de ser marido e mulher uns dos outros. A lei que acabará passar no parlamento português, querendo tornar igual tudo para todos, acaba por distorcer, mais uma vez, graças à passividade e bondade do cidadão comum, o percurso histórico da nossa sociedade, que por sinal não é, aparentemente, nada homofóbica. Em todo o caso, os polícias que têm a fama de serem homofóbicos, continuam a lidar com a situação entre portas e muito bem. A lei é, aparentemente, inconstitucional, tal como a proibição de greve por parte da polícia. Mas agora com mais esta barreira quebrada, o caminho fica mais perto. Haja união.

Friday, January 1, 2010

142 / Mau Exemplo

Entrou hoje em vigor o novo Estatuto do Pessoal da Polícia de Segurança Pública. Diploma aprovado há já alguns meses, não agrada praticamente a ninguém. Se foi bem ou mal negociado, é óbvio que foi muito mal negociado. Os nossos representantes, quer seja por via da hierarquia, quer seja através dos sindicatos, vacilaram a toda a prova. No entanto, o 'novo'(?) estatuto é como as bruxas: podemos não acreditar nele, mas ele está aí. Com ele veio a desorientação total. Nem a Direcção Nacional da PSP nem os Sindicatos (sobretudo estes, tão afoitos a panfletarem vendas de telemóveis e outras atracções para cativarem seguidores) produziram e publicitaram, desde a sua aprovação, qualquer documento orientador, válido e sistematizado, no sentido de se tentar comprender o que é afinal esse texto legal. Os responsáveis policiais não esclarecem [facto recorrente na nossa organização no seu diálogo interno. (Ah! que bem se fala dos stakeholders durante as formações!!!)] e os responsáveis sindicais(?!) dizem que na questão de determinados horários, que dão direito a subsídios, foram negociados à parte, com o Ministério das Finanças, anulando assim a letra e o espírito da Lei. E ameaçam com acções de luta. Que acções de luta? Os dados estão lançados, somos funcionários públicos (não se esqueçam de deixar a arma e o crachá no cacifo quando acabarem o turno ou expediente, pois o nosso colega das finanças também não leva o carimbo nem o agrafador para casa), os nossos comandantes nada conseguiram para os comandados e os sindicatos e as assessorias jurídicas revelaram toda a sua incompetência. Hoje, amanhã e depois, acordaremos, fardar-nos-emos e cumpriremos a nossa missão. Como sempre.

141 / Bom Exemplo

O Estado não pode chegar a todo o lado. O Estado, na democracia que somos, tem que se redefinir; o Estado tem que se auto reformar, redimensionar, crescer em qualidade e, consequentemente, deitar fora o que não presta. O Estado tem que desinvestir no cidadão anónimo abúlico, preguiçoso, criminosamente preguiçoso. O Estado tem que des-subsidiar e des-subsidiar-se. O Estado tem que se «enfraquecer» para a sociedade civil, sentindo-se indefesa, se associar, reagir, crescer, defender e tornar-se auto-suficiente. O Estado, então, não só será regulador: será inevitavelmente um bom regulador.
O grande exemplo vem de Setúbal: pessoas reformadas da suas profissões, mas não reformadas da vida, associaram-se em torno de uma Visão que cedo se tornou em Missão: proteger a nossa cidade, ajudar a nossa Comunidade. De telemóvel em punho, sempre que presenciam actos de vandalismo ou criminais há que denunciar. Tem apoio aberto da Câmara e um apoio mais ou menos informal e escondido da Direcção Nacional da PSP. Mas não devia: a PSP deveria apoiar abertamente, mas não materialmente, pois a sociedade tem que se organizar, tem que se associar e obtê-los. E está a conseguir. Só com o associativismo é que se conseguirá dar sinais claros, numa primeira, aos criminosos, como posteriormente, ao próprio poder judicial que terá que sair da redoma utópica e protectora que se encontra, para descer à real sociedade que lhe paga e começa a exigir que exerçam, como verdadeiros profissionais, a sua actividade e que mereçam cada euro que retiram do orçamento do Estado, isto é, de todos nós.

140 / Exemplos

EXEMPLO 1 - Um casal de jovens europeus, (Portugal - Alentejo - Beja) Sara C. de 24 anos e José A. de 23 anos, foram passar férias aos Estados Unidos da América. Foram detidos por furto de utensílios de cozinha, jóias, perfumes e cosméticos num valor de 700 dólares (cerca de quinhentos euros) num Centro Comercial de Palm Beach. Estão detidos porque não têm dinheiro para pagar a fiança que lhe foi fixada [5000 dólares, cerca de 3500 euros]. Têm os passaportes apreendidos e o juíz do processo ainda não se pronunciou se podem abandonar o país ou se terão que ficar lá até à data do julgamento.
EXEMPLO 2 -  Um casal de criminosos europeus (tanto faz a sua origem) direccionaram a sua actividade criminosa para Portugal. São detidos por furto com vários objectos cujo valor torna o crime público. Resistem à detenção, agridem os polícias, cospem-lhes na cara. Não são primários [há registos de casos idênticos referentes às mesmas pessoas em vários Comandos Policiais do País]. O Juíz do processo libera-os primeiro que aos polícias.

Monday, December 28, 2009

139 / [IN]Constitucional

Despudoradamente e com alguma frequência a Polícia serve de título de primeira página. Seja porque a Polícia (pessoa) tenha morto a mulher, seja porque a Polícia (pessoa) se tenha suicidado, seja porque as 'multas' que passou possam ser ilegais, seja porque a Polícia (instituição) ande à 'caça à multa'. Tudo serve de manchete. Desta vez, é sobre uma notícia do Correio da Manhã em que se alardeia, com algum vislumbre orgásmico, a hipotética má posição, em que a Polícia (instituição? pessoa?) ficou, depois de ter submetido à recolha de sangue, um potencial assasino das estradas. A felicidade da notícia é maior porque foi o Tribunal da Relação do Porto que puxou as orelhas à Polícia (aqui é definitivamente aos agentes!): quais vampiros, promoveram a recolha de sangue a um indívíduo que ficou ferido num acidente de viação e, consequentemente hospitalizado, tendo acusado uma taxa de álcool no sangue de 1,59 gr/l. Nada de mais. Diz a determinada altura, o jornal, o seguinte: «A decisão da PSP em avançar para a colheita ter-se-á baseado num decreto-lei de 2005, que retira o direito de recusar o procedimento. A questão é que a Relação do Porto diz que o mesmo decreto foi adoptado sem autorização legislativa da Assembleia da República, razão para concluir que a recolha de sangue sem autorização do examinado está "ferida de inconstitucionalidade orgânica".Um condutor que se recuse a soprar no balão incorre num crime de desobediência, punido até um ano de prisão, mas a Relação diz que nem aqui se encaixa o ‘não’ à recolha de sangue. Contas finais, o homem, de 41 anos, foi absolvido do crime de condução sob estado de embriaguez e recuperou a carta». Podíamos, a partir daqui, começar a apartir pedra sobre o que isso da 'Inconstitucionalidade Orgânica', mas ficamos por uma ligeira súmula da idéia:
1. A simples inconstitucionalidade orgânica dos diplomas não implica a sua inexistência jurídica, contrariamente com o que sucede com a inconstitucionalidade material.
2. Um diploma legal organicamente inconstitucional está em vigor após a publicação, embora essa vigência tenha natureza precária, enquanto a Assembleia da República o não ratificar, ou os Tribunais comuns (ressalvado o especial regime decorrente da declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal Constitucional) o declararem inconstitucional.
Parece que foi isso que o Tribunal da Relação interpretou. Terá interpertado bem? Quanto a nós mal, pois, sendo certo que o condutor pode requerer que a contraprova seja realizada através de análise ao sangue, tal não lhe pode ser imposto, visto a Lei dar a possibilidade de optar por qualquer um dos meios. Acontece que o indvíduo estava inconsciente e, como tal, não podia optar. A Polícia (pessoa) competente e atenta ao meio que o involve, emaranhado nas leis que lhe são postas à sua disposição, consegue discorrer que a preservação da prova é importante.  Foi o que fizeram, repetimos, e bem. Nem se pode dizer que a obtenção foi ilegal, pois conceptualmente ter-se-á que pôr sempre a questão: se ele estivesse lúcido e se recusasse a optar por uma das medidas postas à sua disposição não seria acusado de crime de desobediência e consequentemente punido? O Tribunal da Relação do Porto ao analisar e aplicar a norma per si, mete a cabeça na areia e não cumpre a sua função social.
[NOTA: Esta mensagem foi escrita a partir da notícia do Correio da Manhã do dia 27DEZ09. Por mais que tentássemos não tivemos acesso ao dito Acórdão]

Friday, December 18, 2009

138 / Global e Local

Os jornais, em todo o mundo, traziam esta notícia:«Mulher escapa de tentativa de linchamento na Guatemala. Passageiros acusam-na de participar de assalto a autocarro. A Polícia chegou e impediu que ela fosse queimada com gasolina. Uma mulher, A. M. T. perde parte da roupa após ter tido o corpo encharcado por gasolina numa tentativa de linchamento nas ruas da Cidade de Guatemala. A polícia impediu que os passageiros de um autocarro ateassem fogo à mulher, acusada por eles de participar, com outros três homens, que fugiram a pé, de tentativa de assalto. (Foto: Rodrigo Arias / Reuters - G1 globo.com)» Não é a primeira vez, nem será a última, que teremos notícias destas. O interessante da notícia, para além da brutalidade da imagem, é que soa como um aviso global à sociedade, a quem se aproveita dela: nestes momentos de crise, em que milhões de pessoas tentam sobreviver, há sempre quem se sinta que pode viver da maneira mais fácil. Como se disse, a notícia teve repercussão Mundial. Um dia destes, fruto da globalização [leia-se, imitação (efeito copycat)], passaremos a ter por cá notícias idênticas.

Sunday, December 13, 2009

137 / Lá Se Vai Mais Um Ano

Mais um ano se esvai. Já não nos tremem as pernas que percorreram as calçadas em busca das nossas esperanças. Já não nos bate o coração com a adrenalina do bem servir. Já não nos sua a tez com o suor da responsabilidade. Já não mostramos um sorriso inocente mas sim um esgar amarelado de um conformismo fatalista. Olhamos em redor e vemos, para além de oportunismos, nepotismos e imundícies, uma justiça de pessoas falsas, medrosas, irresponsáveis, incompetentes, desleixadas e viciadas; uma sociedade com medo. Homens que se dizem politicos que nos envergonham todos os dias. Estrategas da gula e da desordem. Já não nos tremem as pernas que percorreram as calçadas em busca das nossas esperanças: tremem-nos de raiva e desespero.

Saturday, December 5, 2009

136 / Pensar Bem No Assunto

Dá que pensar no espectáculo(?) que se parasita em redor do mundo futebolístico. Desde os dirigentes (assunto mais do que falado) passando pelos próprios adeptos - os verdadeiros amantes do jogo de futebol - chegando áquela subspécie de seres vivos, mas de institutos primários, pomposamente chamados pelos nossos legisladores de GOA, tudo merece uma real ponderação. Isso mesmo: Grupo de Adeptos Organizados. E esta gente está organizada para quê? Eles organizam-se para encaparem o cometimento de todo o tipo de crimes. Têm ainda a primazia de se poderem registar, a modos que de uma empresa se tratasse (e defacto são! Tomara muitas empresas com escrita organizada poderem movimentar a «riqueza» que alguns «GOA» movimentam por ano).  Depois, a cereja no topo do bolo: Têm acompanhamento e protecção policial!!! Sabiam os nossos concidadãos o que um acompanhamento de criminosos tem custos monetários estrondosos no orçamento das Forças de Segurança? Sabiam que enquanto andamos a proteger criminosos, deixamos de descansar? Sabiam que para além de uns tostões que os clubes pagam em regime de gratificação, a agentes que preferiam estar em casa com as famílias, toda a parafernália policial é paga pelo erário público enquanto os clubes se banqueteiam com milhões? Sabiam os nossos concidadãos que enquanto estamos nos estádios não podemos estar noutro lugar? Realmente é melhor começarmos a pensar no assunto, fazer agilizar a justiça e, certamente, deixar de andar a proteger estes criminosos de terra em terra e direccionarmos as nossas energias para quem e para onde ela é realmente necessária.

Thursday, December 3, 2009

135 - Oleo Resin Capsicun

Há gente que anda cá e não sabe o lugar que ocupa. Com o intuíto de atingir não se sabe bem o quê ou quem, acabam por prestar informação para o exterior que são autênticos suicídios: o gás OCSpray afinal não é, sendo apenas água, pois o prazo de validade expirou. Acreditamos que sim. Mas para quê dar publicamente esta informação? A quem serve? A nós não nos serve certamente!

Sunday, November 29, 2009

134 / Fardamento

Com a chegada do Inverno repete-se um problema que é tão antigo como a própria PSP: a farda que é tão bonita de Verão não serve para o Inverno. Tirando um ou outro Comando que têm uns Invernos amenos, nos Comandos onde o frio aperta, não há nada a fazer a não ser improvisar. O frio é o principal inimigo; se aliada à chuva, nem vale a pena pensar. É caso para se dizer que se a Direcção Nacional tivesse a sua sede, ainda que por um Inverno, em Bragança, na Guarda ou Castelo Branco, estes problemas há muito que estariam resolvidos. Há anos que não nos conseguimos uniformizar: é cada roca com seu fuso cada terra com seu uso! Sapatos, botas, casaco de cabedal, se queremos bons e funcionais, só a expensas próprias. Capas de chuva? Cadê? Cadê? Até os próprios coletes reflectores que custam uma ninharia que tão bem ficam no pessoal em policiamento, há amarelos, verdes e laranjas. Disseram-nos entretanto que estava em concurso a renovação do fardamento e do equipamento. Mas deram-nos logo uma má notícia: o blusão de cabedal vai ser extinto! Bonito! A única peça de fardamento que realmente nos serve e ainda por cima evita a chuva… vai ser banida!
A propósito! A foto que ilustra esta mensagem [pertence ao Correio da Manhã- Rui Miguel Perosa]  mostra o nosso Director Nacional em bom estilo, mas, simplesmente mal fardado. Veja-se o que diz a Portaria 810/89, de 13 de Setembro no artigo 9.º: « 42) Camisola de malha de meia gola – confeccionada em malha de lã de cor azul-ferrete, sendo nos ombros e cotovelos reforçada com tecido de textura forte. Sobre os ombros tem platinas que abotoam por meio de botão de massa. As platinas têm 4 cm de largura e o seu comprimentos varia de 12,5 cm a 14 cm, de acordo com o tamanho das camisolas; no braço esquerdo, a cerca de 10 cm do ombro, leva um porta-canetas em tecido de textura forte. Usa-se por cima da camisa azul com os colarinhos por cima da gola e só pode ser utilizada em serviço interno». Não não há aqui nenhuma má fé, pois se temos regulamentos....

Friday, November 27, 2009

133 / Acabou-se a liberdade

Pedimos desculpa por o texto de hoje não ser da nossa autoria. Fazemos a devida vénia ao director do jornal «i» autor destas linhas que [re]publicamos. Pela sua actualidade, pela sua importância, merece uma leitura atenta.
«Já ninguém se entende no país dos brandos costumes e agora pegou a moda de todos acusarem todos. O país está a brincar com o fogo: não tarda nada esquece a importância do significado da palavra liberdade. E aí…
O regulador dos media, a ERC, vai investigar se existem interferências do governo no sector. Os juízes, por sua vez, querem saber se existe espionagem política no país. Todos se sentem vigiados, mas ninguém sabe se essa sensação é real. Ou melhor, o director do "Sol" acusou claramente pessoas ligadas ao primeiro-ministro de lhe terem prometido dinheiro (para os problemas financeiros do semanário que dirige) em troca de não publicar notícias sobre o Freeport. E um juiz de Aveiro sustenta que Armando Vara está envolvido em negócios obscuros. O que se passa neste país?
Já aqui se escreveu o óbvio: não é possível que todas estas acusações terminem sem consequências. E a razão não se prende apenas com essa, bem simples, de apanhar os culpados. O mais grave é que este clima de suspeita que se instalou em Portugal, somada à crise financeira e às discussões sobre a bancarrota do país, pode estar a condenar o significado de uma das palavras mais importantes nas democracias modernas - a liberdade. Radical? Repare-se.
UM: A estrutura social do país e o seu modelo económico geram dependentes do Estado: 40% da população só sobrevive com apoios do Estado e, de todos esses portugueses activos economicamente, sobram ainda cerca de 1,6 milhões de famílias que vivem com pouco mais de 1600 euros por mês e, praticamente no topo da pirâmide de riqueza, umas 180 mil famílias fiscalmente ricas - com rendimentos de 3000 euros líquidos todos os meses. São praticamente 78% da população activa que, na verdade, não é economicamente livre nem socialmente móvel. Falta- -lhe dinheiro para comprar uma casa, para escolher escolas privadas, para optar por saúde paga e, descobriu-se há dias (estatísticas de Bruxelas), falta-lhe 1000 euros para fazer frente a despesas inesperadas. Ou seja, estas pessoas são totalmente dependentes do sistema - nada do que façam os conseguirá retirar da situação em que vivem. Não vale a pena falar de empreendedorismo: boa parte destas pessoas trabalha numa das 80% de empresas que compõem o tecido nacional: empresas com menos de quatro trabalhadores. Nenhum destes membros de quase 4 milhões de famílias portuguesas é livre.
DOIS: Se todos eles sentirem o peso dessa injustiça social, e em cima dela o fardo da inexistência de uma justiça (as pequenas empresas, quase todas as que existem em Portugal, não confiam na justiça para cobrar, por exemplo, as dívidas que têm junto de clientes), está preparado um cocktail explosivo para favorecer mais crimes e menos liberdade. O economista Gary Becker* não tinha dúvidas sobre o efeito dos incentivos na decisão de praticar o crime. Se a esses incentivos, que vimos, se adicionar a impunidade dos poderosos (ou a sensação de que todos metem a mão para ficar com o seu), Portugal tem tudo para se parecer com uma província europeia da América latina.
É neste momento que os monárquicos choram o seu rei. Os adeptos de sociedades abertas e capitalistas preferem avisar: olhem o que acontece quando se retira liberdade à sociedade.»
*Gary Becker:«INCENTIVO AO ROUBO - Conquistou o Nobel em 1992, depois de ter estacionado num lugar proibido... Aí descobriu que o comportamento humano responde  a incentivos racionais. Se os retornos potenciais de um crime forem menores que o custo da penalização, então as pessoas vão cometer mais crimes. Portugal está a brincar com esta teoria.» 
[por Martim Avillez Figueiredo, Editorial Publicado em 27 de Novembro de 2009 no jornal «i»]

Sunday, November 22, 2009

132 / Um Mau Princípio

É definitivamente um mau princípio: retiram-se agentes policiais dos grupos de trabalho das Esquadras. Retiram-se os patrulheiros para se criarem Pelotões Operacionais, Piquetes, EIR, SIR, BIR, (alguns dos diversos nomes para a mesma parafernália de policias ditas "especiais") que dizem servir para combater a criminalidade. Quem traçou esta estratégia, esqueceu-se certamente que a criminalidade se combate prevenindo. Temos as Esquadras esvaziadas de patrulheiros, mas com a triplicação de actividades policiais que não a de serviço apeado. Pois não se fazendo o policiamento apeado, não existindo o Patrulheiro, quebra-se o laço tradicional com as populações, perde-se a afinidde, os afectos, as informações. De tempos a tempos tenta-se dar a volta com os Programas Especiais de Policiamento de Proximidade. Revert-se o paradigma da polícia: auiloque deveria ser normal, passa a ser especial. É estranho, muito estranho. O Policiamento de Proximidade que deveria ser a nossa principal função, passou a ser uma função acessória? O crime aumenta? É preciso um policiamento especial? Mandemos para a rua elementos que têm profunda experiência no Iraque, conforme retrata a imagem de dois elementos da GNR. Continuamos a brincar, não continuamos?

Monday, November 16, 2009

131 / Um Mau Serviço

Todos aqueles que estavam convencidos que os Órgãos de Polícia Criminal [OPC] existiam porque o Estado -esse ilustre (des)conhecido, impessoal culpado de tudo- precisava deles como um dos mecanismos essenciais para a sua defesa e manutenção.... desenganem-se. Se achavam que o Estado que temos é um Estado de Direito, esta novela dos magistrados que se escarram em praça pública por causa duns sucateiros, não pode deixar de ser esclarecedor: não somos, de facto, um Estado de Direito. Se estávamos convencidos que temos maus carros, más instalações, mau equipamento, más chefias, maus recrutadores, maus elementos, etc., etc., nas nossas fileiras, porque era tudo um mero acaso de inoperância politica.... desenganem-se. Se estavam convencidos que as leis penais que temos, estas que nos fazem andar sempre atrás dos mesmos criminosos que são sempre soltos, que levamos na cara e calamos e se queremos intentar alguma acção para nos ressarcir de qualquer dano ainda temos que pagar, faz parte duma lei mal pensada e em cima do joelho... desenganem-se. Tudo isto, e muito mais, faz parte da estratégia de manutenção e operacionalização do aparelho do estado (todos os partidos incluidos), do sistema vigente. Com o caso dos sucateiros (há quem já diga socrateiros, mais ainda não percebemos o trocadilho) a Polícia Judiciária acaba de cometer o pecado capital, a sentença de morte para os OPC: se sem grandes meios, tanto humanos como operacionais,  sem ter um magistrado como Director Nacional, com muito sacrifício de vários departamentos que tiveram que ficar sem elementos para ajudar na investigação de Aveiro ,em silêncio e com competência, o resultado está à vista, imaginem se os OPC [PJ, PSP, GNR, SEF, etc.] tivessem meios? Concluindo, só se pode dizer que se fez um mau serviço.

Thursday, November 12, 2009

130 / Novamente as Avaliações

De tempos a tempos, um qualquer sindicato, querendo ter algum protagonismo, resolve dar ouvidos a alguns cabides e, por arrasto leva tudo a eito. Os jornalistas agradecem. Vários jornais e rádios, têm vindo a tentar «provar» que há uma caça à multa na PSP. Finalmente conseguiram a dita prova, como diz o PÚBLICO na sua edição do dia 12. Mas que prova fizeram? Um cabide a quem lhe foi dado um 4 na avaliação individual, fez-se de mártir, o seu sindicato(???) deu-lhe cobertura e os jornais puseram a cereja. Todos nós sabemos que não é de ânimo leve que se dá um 4 a um elemento policial. Mas quem dá um 4, tem é vontade de dar um 2, e quem o recebe, certamente já não deveria andar por cá há anos (nem deveria ter entrado, eventualmente). Desconhecemos o caso em concreto, mas em abstracto, sabemos todos que os "queixosos" - ou será queixinhas? - são aqueles que menos fazem pelo trabalho, mais faltam, os colegas nunca sabem nada, o supervisor é uma treta, e o comandante é um monte de merda que para ali anda. Basicamente são estes os indivíduos que os sindicatos protegem e dão cobertura.
Qual a nossa opinião quanto às avaliações? Para que conste, vejam a mensagem 53 / Avaliações, uma Questão de Geografia?,de 21 de Março de 2008.
EM TEMPO: a prova que os media falam é de um agente que alega ter tido uma má nota porque não multou o suficiente e por isso não pode progredir na carreira. Está tudo doido, ou não? E que está escrito na esquadra quantos pontos são por multa (ou C.O.) e quantas folgas tem se prender muitos mausões. Está tudo doido ou quê? Curiosamente este sindicato não falou nas comissões paritárias que servem precisamente para resolver problemas deste tipo. Será por desconhecimento ou falta de assento?

Tuesday, November 10, 2009

129 / Uma Fina Linha

Só há duas instituições que os politicos usam e abusam, tanto para se autopromoverem, como para deitar abaixo um adversário politico. Essas instituições, como está bom de ver são a PSP e a GNR. Como também está bom de ver, esses mesmos políticos nada têm a ensinar-nos, nada têm a dizer para além do que já disseram; são no fundo, os principais causadores do estado do Estado. Não evoluem, multiplicam-se, sugam-nos, numa palavra, usam-nos. Olhemos para que direcção olharmos, quando tudo falha, lá estão 24 sobre 24 horas, estas duas Forças de Segurança. Somos POLÍCIAS [de prevenção, de reacção, administrativa, etc], PSICÓLOGOS, PSIQUIATRAS, JURISTAS, ASSISTENTES SOCIAIS, JUÍZES, PROCURADORES, BOMBEIROS, PROFESSORES, PALESTRANTES, CONSELHEIROS, ENFERMEIROS, MÉDICOS, INFORMÁTICOS, ETC., ETC. Nos tempos que correm, o espaço que separa a sociedade que precisa de ser protegida e os políticos corruptos é uma fina linha. Essa fina linha somos nós.