Sunday, June 22, 2008

77 / A Pergunta Insistente

Sistema Independente de Comunicação - Com publicação online pelas 19:21 de 21 de Junho de 2008, a SIC noticía: «Violência na Praia - Confrontos em Oeiras obrigam à intervenção da PSP - Confrontos na praia de Santo Amaro de Oeiras obrigaram hoje à intervenção de três equipas da brigada de intervenção rápida da PSP, não havendo registo de feridos, nem de detenções, de acordo com a polícia.» No Telejornal da 20:00, a SIC faz um directo em que o jornalista no local ouve umas três testemunhas e a grande preocupação do mesmo é insistir nas perguntas:«...e a polícia esteve bem? ... e acha que houve excessos por parte da polícia?». E continuou com a sua cruzada a perguntar o que é que a polícia fez. Informar ou perguntar quem eram os indivíduos envolvidos na rixa, razões da mesma, qual a faixa etária, se eram brancos, negros, ciganos, nacionais ou estrangeiros, se estavam bem, bêbados ou drogados, enfim, muitas mais questões, sérias questões, nada. Isso não interessou porque poderia ser indiciado como descriminação. Orientar, dar oportunidade, abrir caminho para os intrevistados falarem mal da polícia... é um fartar, vilanagem. A determinada altura, quando um concidadão brasileiro diz que a polícia esteve bem, que cumpriu o seu papel e que cumpriu bem, por coincidência... a reportagem acaba.

5 comments:

FRANCO said...

100% de acordo.

Anonymous said...

é "normal" que a jornalista tente esse tipo de perguntas, aliás, não podia ser de outra forma, já que na TVI havia imagens do final de uma perseguição a ladrões de tabaco, e era necessário tirar o maximo de mediatismo possível na praia para igualar. A polícia chega, dá umas "pingas", acaba com a situação e resolvido no local. MAIS NADA

rui said...

Parabéns, pelo testemunho, pois é disto que o "jornalista vive"!! Ou não esteja actualizado o slogan "goog news, no news"... A verdade nem sempre interessa, pois pode não vender e ser incómoda. Para quando um bom serviço de comunicação da PSP, evitando outros tantos males??

Anonymous said...

O mais grave são as baixas fraudulentas.

Anonymous said...

A psp está cada vez mais descaracterizada. É raro ver-se dois guardas fardados uniformemente. Uniforme quer dizer uma só forma. Agora até escondem a identificação atrás do crachá ou simplesmente não a trazem. Porque será? A nova moda é trazerem o crachá pregado ao meio do peito, tipo xerife. Será que não há ninguém com olhos para ver isto e meter estes bandalhos na linha. Leio no jornal que agora também designados por inspectores. Onde foram descobrir esssa? E querem mais dinheiro para um farda nova e para construirem um quartel para a tal unidade especial. Esta tudo doido. A unidade pode ter um comando/chefia unificada mas cada subunidade pode continuar onde está. Ou julgam que as brigadas e divisões militares estão todas aquarteldas no mesmo local? Deixem-se de megalomanias. Meu caro Chico põe cobro a isto. Cidadão livre