Friday, October 23, 2009

128 / Transferências

O assunto é recorrente, o diagnóstico feito, as soluções apontadas e mantém-se, a incongruente opção das transferências após os cursos de formação na Escola Prática de Polícia. Porque será que as terras que fornecem os elementos para a polícia só os possam ver regressar a casa após quase uma década e, nalguns casos, nem numa vida de trabalho? Porque será que os nossos agentes, colegas e camaradas não se podem apresentar jovens e enérgicos (e ainda com sonhos) junto das populações que melhor conhecem? Os Comandos Distritais (os ditos de provincia, terminais ou fim de linha) recebem elementos vindos das metrópoles e arredores já completamente esvaídos de sonhos, secos de objectivos e encharcados de [naturais] vícios. Primeiro são desenraizados e, sem qualquer apoio, colocados a distâncias proibitivas de manterem uma relação familiar saudável. Depois, após muitos anos, lá conseguem fazer uma aproximação, mas a aculturação do grande centro urbano faz com que seja um corpo estranho junto dos seus. Muitos desistem. Ficam por lá. O que será preciso fazer, ou acontecer, para que as gentes, as terras, os Comandos do interior vejam, de uma vez por todas, chegar jovens policias recém formados junto deles?

23 comments:

Anonymous said...

E qual será a solução para inverter isto?
Este problema, também, pode e deve ser visto ao contrário, isto é, quem deverão ser os homens e mulheres a exercer funções policiais na área metropolitana de Lisboa?
O lisboeta não quer ser polícia... e alguns dos poucos que querem, a experiência têm-nos mostrada que as suas razões não são as melhores...

Anonymous said...

pois é, este assunto é muito mais complicado do que parece e uma solução viável deve estar mesmo muito longe. Segundo consta, cerca 70% dos efectivos da psp vêm do norte de Portugal, destes muitos vêm lá da santa terrinha, para fugirem ao trabalho precário e á agricultura. Concerteza todos sabem que se entrarem para a PSP ou GNR o mais certo é ficarem na zona de Lisboa, por razões que toda a gente conhece... por isso vão ter de se aguentar...temos de ser realistas.

Anonymous said...

E não se pode deslocá-las.

José 'Mondego' said...

Imaginemos que o recrutamento passa também a ser feito por contigentes: é divulgado o número mínimo de vagas directas para os Comandos. Essas vagas são preenchidas pelos alunos que ficarem à frente. Obviamente que obrigatoriamente os elementos que já se encontram colocados anteriormente em outros comandos também teriam uma percentagem nas movimentações. Terá que haver uma situação híbrida. Para terminar gostaria ainda de dizer que depois do concurso para o lugar e havendo a sua colocação, essa colocação teria que ser por um determinado período de tempo, sem possibilidade de concorrer durante esse período. Porquê? Porque há camaradas que se inscrevem por inscrever e em cima da hora desistem, outros nem se lembram que meteram o papel, etc. Temos que dar seriedade e consequência àquilo que queremos. Não é chegar em cima da hora e desitir dum lugar e baralhar tudo.

viriatus said...

A solução está à vista de todos, "unificação das Polícias".

Anonymous said...

Como diria o outro Jamé.

Anonymous said...

Na GNR também se passou o mesmo, mas agora qualquer elemento não demora mais de um ano a chegar à sua terra!!!

zé guarda

Anonymous said...

Bom tema sim senhor.
Nunca haverá solução pois não existe vontade para tal.
Isso só constitui problema para os agentes, não é um problema dos políticos.
Eu para sair de Lisboa para Setúbal perdi cerca de 150 lugares para o Comando de Origem, e voltei a por o papel, estou agora em 250º... este ano foram cerca de 20 elementos, o ano passado foram 6 e no ano anterior não foi ninguém. Quando chegar a minha vez já tenho filhos na faculdade, não sei se valerá a pena. mas como alguém disse e muito bem, mais de metade do efectivo é do norte.
"arvorado"

Anonymous said...

Esta discussão está desprovida de sentido, não tem o mínimo de nexo,então quando ingressaram na instituição eram assim tão ingénuos, não sabiam onde eram necessários, e por conseguinte seria aí que seriam colocados, ou queriam exercer a função, requisitados como pastores.

Anonymous said...

Pronto! Cá já faltava esta! Será que não se pode discutir um assunto sem haver este tipo de intervenção?

Anonymous said...
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Anonymous said...
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Anonymous said...
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dhanang said...
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Anonymous said...

O poder do XPTO já chegou aqui, ou será o lápis azul?
Pode-se chamar pastor a alguém? e porque não porco a outro?
Há critérios para a opinião, ou valem os do administrador? Quais?
Policíadas, tem o meu mail, basta dizer e não volto a comentar por aqui.

policiadas said...

É com sacrifício, mas também com [algum] espírito de missão que por aqui nos encontramos. O blogue é aberto a todos. Não se percebe [ou mlhor, percebe-se, custa é admitir] que sem dá ao trabalho de comentar tenha que o fazer ... sem ser com elevação. 'Todos podemos dizer o que pensamos' não significa que para o fazer tenha que chamar PASTOR ou PORCO a outro. Se há critérios neste blogue? Claro que há! Quem os define? Concerteza que é a administração do blogue, como aliás não podia deixar de ser. Bem que gostaríamos de responder ao "Anonymous November 3, 2009 4:51PM", mas como é óbvio, se é anónimo, não fazemos a mais pequena ideia que seja. Por isso continue a comentar, mas não chame nomes a ninguém, pois qualquer dia o espelho pode partir-se.

Visionaire said...

Infelizmente, há gente que não lida bem com a realidade. Alguns comentadores têm razão em chamar pastores, ou adjectivar colegas nortenhos, NÂO TODOS, com termos ligados à agricultura. Por experiência, já presenciei a inúmeras conversas, entre esses colegas e passo a citar "é pá tenho a vindima para fazer", "é pá tenho as batatas e alguma lavoura para fazer", esta 3ª que ouvi, juro que me queria enfiar num buraco, um colega aborda um condutor e diz: "solicite-me os seus documentos" e ainda mais depois chegam à esquadra, olham para o computador e vêem ali uma "coisa" que não fazem a mínima ideia o que é. Meus amigos e colegas, há que meter na cabeça que a farda não é para passear. Tenho também que dizer que 99% desses colegas nem sabem o que é internet nem tão pouco da existência deste blog. Gostaria de acaber dizendo que do norte tb vem boa gente e gente interessada, mas pronto há sempre os outros. Bem haja.

Viriatus said...

Visionaire, também te podia contar algumas de colegas que não são do "norte" e para pastores têm que cheguem e bastem......

Anonymous said...

Ó meus amigozzzzzzzzzzzzzzzzzzzzuhzz, não havia nexexidade.

Anonymous said...

Policiadas:
Quem iniciou a contenda foi o comentador:
"October 30, 2009 9:54 AM"
Removeu outros e este ficou,daí eu ter questionado qual era o critério.
Fiquem bem que eu vou para a minha pastorícia guardar a vara.
Saudações policiais.

Anonymous said...

Concordo! Afinal qual é o critério?
Assim a credibilidade deste blogue, vai-se.... Até pq começam a aparecer outros massaz mais interessantes. Temos pena que assim seja Policiadas!

Anonymous said...

censura , abaixo a censura, já não se pode expressar a opinião, mesmo quando esta não ofende. Vou apanhar azeitona para retalhar para por de molho para beber uns canecos .

Anonymous said...

Concordo que a selecção não é a melhor que alguns elementos nem deviam ter ingressado,mas essa é uma questão que terá a ver com a qualidade dos instrutores que dão formação na EPP,que em alguns casos não serão as pessoas mais indicadas, é certo que nem sempre é fácil detectar esse género de pessoas, sabem dissímular bem,durante o tempo de formação e mesmo depois,como continuar a manter duas faces são indivíduos muito solícitos e críticos em relação a outros colegas,e perante os chefes.