Tuesday, September 9, 2008

86 / Brincar Com o Fogo (2)

A 28 de Maio publicámos aqui uma pequena e importante nota sobre a forma como a Polícia, os Polícias e os Assuntos Policiais eram abordados [ver Mensagem 73/ Brincar Com o Fogo]. Na altura salientou-se a idéia, que foi repetida em outras mensagens, que não era bom falar assim tanto destes assuntos pois não concorreriam para o efeito desejado, antes pelo contrário, que era, e é, acima de tudo, baixar com o sentimento subjectivo de insegurança. Acabava a mensagem com a seguinte frase: "Agora, duma vez por todas, deixem de brincar com o fogo, pois um dia destes queimamo-nos todos. Com aquele fogo que arde sem se ver, sem ser propriamente… amor." Mudando se assunto. Há uns meses atrás, não muitos, um indivíduo foi agredido dentro de uma Esquadra. Decidiu o Ministro [esta mania dos Ministros acharem que fazem melhor que os polícias...] que as Esquadras tinham que ter, no mínimo, dois agentes em serviço, nem que se anulassem patrulhas na rua, verdadeira razão de se ser Polícia. Mas enfim, a medida foi tomada e eventualmente aplicada. Agora, um indivíduo deu um tiro noutro dentro duma Esquadra Policial. Qual vai ser a medida do Ministro? Fazer aplicar a lei que se aplica aos estabelecimentos de restauração e bebidas, contratatando empresas de segurança privada para se fazerem revistas às pessoas à entrada das instalações policiais?

10 comments:

Anonymous said...

Em questões operacionais os políticos não têm que opinar.É de todo pertinente fazer com que os elementos em serviço estejam sempre atentos,não como no estádio da Luz em que estavam todos a ver o jogo e ninguém viu as portas nem o diabo.Os níveis de exigência nesta casa andam muito próximo do nível zero e assim não vamos lá.As lideranças são fracas e subservientes ao poder político.

Anonymous said...

Concordo com as palavras do primeiro comentador.
Quando se dá tanto ênfase às medidas escritas no papel, para que estas resultem, terá que se trabalhar com o mesmo ênfase na aplicação das mesmas.
-Convem tambem que essas medidas sejam as apropriadas-
Tem de se escutar quem está de facto no terreno para que essas medidas dêem os resultados pretendidos.

José Silva said...

Será que por cá ainda ninguém viu que as Esquadras são do género mercearias? Todos entram, quando querem, como querem e ninguém os incomoda, porque é incorrecto, em primeiro lugar o Cidadão! O rapaz Polícia, até fardado, em muitos locais é impedido de aceder a determinados locais se não se identificar, e repito mesmo fardado! Nas Esquadras/mercearias não, é à vontade. Já vi Esquadras noutros países, ditos mais evoluidos, alguns logisticamente até o serão, onde para entrar numa Esquadra, até chegar ao "moço das queixas" é preciso no minimo empurrar meia duzia de portas, vigiadas e etc.
Já agora, não concordo com a cena do Estádio da Luz, referida pelos comentadores anteriores. É que quem lá esteve viu, que nem sequer Polícia ali estava! Já perguntaram ao Sr. Presidente do Benfica quais são as ideias dele sobre segurança nos estádios? Eu não digo porque ficava aqui a cheirar mal....

Anonymous said...

Ao José Silva:
Quem determina as medidas de segurança nos estádios é o comandante do policiamento,não é o presidente do clube,seja Benfica ou outro qualquer.Se o comandante do policiamento disser que não estão reunidas as condições de segurança, não há jogo e derrota para o clube organizador.No Benfica-Porto,dizem-me que nem se quer houve revistas,excepto á claque do Porto,por uma reunião havida entre o Benfica e o comandante do policiamento á revelia de outros interessados.Quero com isto dizer que os níveis de exigência desta casa estão pelo nível zero,ou seja não são pedidas responsabilidades a ninguém,o que me ajuda em teoria de que as lideranças que temos valem muito pouco.É com triteza que vejo esta casa a afundar-se de dia para dia,onde até já a Polícia Minicipal de Lisboa tem ascendente sobre a PSP.

José Silva said...

Ao anónimo. Dou-lhe inteira razão, mas nada mais do que isso, porque o resto foi o que se viu...
Não sabia era que o Sr. LFV agora era comandante do tal policiamento.

Anonymous said...

Gostava que me dissessem quem fez a detenção em portimão.A PSP ou a PJ conforme foi noticiado pelos OCS?

Anonymous said...

A segurança de instalações das FSegurança há muito tempo que deixam muito a desejar. Tem toda a razão o comentador que para entrar em instalações civis mesmo fardado há muito mais rigor. Ao meu nível, há bastantes anos que venho chamando a atenção para este facto. Depois de tudo o que tem acontecido em instalações policiais não sei o esperam os responsáveis para decidirem contra este tipo de ocorrências.

Anonymous said...

- - - Não há ninguem que consiga estar atento durante seis horas em todos os turnos de serviço...no inicio ainda está...depois começa a rotina

Anonymous said...

Essa de não conseguir estar atento durante seis horas era o argumento que se usava para voltar ao horario antigo de 4h seguidas de oito de intervalo depois mais 4h nunca se dormia uma noite inteira os elementos da altura sempre o contestaram ao regresso quem não se sente capaz de fazer as 6h devia optar por esse horario então as bir os cp e grad. antes não faziam 8h.e mais

Anonymous said...

Dúvido que põem em causa ser impossível que se façam seis horas de serviço com eficácia, as fará de facto, se for o caso só lhe digo que fiz diversas épocas no Algarve e não eram 6 mas sim 12 horas diárias, durante 15 dias sem direito a folga se as faz atente neste exemplo.