Sunday, July 6, 2008

80 / Orgulho e Preconceito

DOS JORNAIS, ALGUMA OPINIÃO PÚBLICA EM GERAL E ALGUNS ELEMENTOS POLICIAIS EM PARTICULAR - Comprar o «Expresso» e ver como notícia de capa o caso dos espiões à portuguesa. Grave por sinal. Por diversos motivos: a velha questão de quem policía os policias?; ou de quem vigia os vigilantes?, ou de quem julga os juízes? Podíamos ir por aí a fora. Mas o que ressalta realmente da notícia é o facto de os polícias (PSP e PJ) ganharem [muito] mal, e como tal precisam de trabalho extra, ilegal, na área que trabalham, para equilibrar as contas; que os detectives privados precisam de regulamentação; que os meios tecnológicos da PJ estão entregues a indivíduos sem escrúpulos. Isto por um lado. Por outro lado, a vergonha que alguns rapazes da PJ se sentirem ofendidos e rebaixados por ter sido a PSP a fazer as investigações. Vamos ao essencial: O importante da notícia é sabermos que há polícias [a grande maioria] honestos e trabalhadores que não se revê no chico espertismos que parasita transversalmente na sociedade portuguesa e que, como tal, obedece a valores e princípios que [também] se aplicam no mesmo sentido, doa a quem doer. O facto de serem elementos da PSP a investigarem o caso, parece que melindrou alguns elementos da PJ. Não se percebe porquê, pois o detentor do processo é sempre o Ministério Público. Em todo o caso, pergunta-se: onde está o respeito agora exigido, quando elementos da PJ vão dar voz de prisão, dentro das instalações policiais [PSP e GNR], ou quando vão fazer alguma detenção, de uma pessoa mais conhecida, darem conhecimento antecipado para um canal ou outro de televisão, consoante o caso? Afinal é orgulho ou preconceito? Ou será antes complexo de superioridade?

15 comments:

Anonymous said...

o mais importante é o facto de praticamente todos nós precisar-mos de trabalhar por fora para conseguir pagar as contas!! seja fazendo gratificados (desprestigiante) seja nas obras, como motorista ou como agente imobiliário, etc!! já vi de tudo. E assim vai continuar, com trabalhos mais ou menos legítimos vamos ter de pagar as contas. Quanto ao orgulho e preconceito, é desnecessário debater este tipo de assuntos que apenas fazem crescer o fosso na relação entre polícias.

Anonymous said...

Acho que temos que debater o orgulho e o preconceito. Não é o hábito que faz o monge. Mas deixe que vos diga: já há, tanto na PSP como na GNR, uma «elite» de investigadores que começam a ser olhados de lado. Porquê? Porque este começaram a olhar por cima os seus anteriores pares. Não é preciso sair das corporações para discutir o orgulho, o preconceito ou os complexos.

Anonymous said...

É evidente que estes tipos da pj se julgam superiores aos outros. Não sei é porquê? Até que enfim que se virou o feitiço contra o feiticeiro.Já advoguei várias vezes a extinção pura e simples da pj. Quando estes corpos começam a constituir-se em estados dentro do Estado não resta outra solução. Veja-se o caso Francês em que não há pj autónoma. Está na Gendarmerie. Cá devia fazer-se o mesmo e já.Quanto aos outros que os querem imitar está nas mãos dos respectivos cmdt e chefes acabarem-lhes com a crista e pô-los no giro. Grandes males ,grandes remédios.Tudo está em não se ter receio de usar a autoridade que é conferida aos dirigentes para disciplinar os complexados. Cidadão livre

Anonymous said...

venho corrigir que aqui em frança a pj não está na gendarmerie,mas sim na policie nacionel.

Anonymous said...

Na relidade o modelo policial Português com uma tão grande diversidade de polícias, umas de competência generica outras de competência especifica, e para um país com reduzidas dimensões está ultrapassada, mas isso compete ao poder politico decidir, no entanto talvez a existência de duas forças uma de cariz militar e outra civil fosse o melhor. Quanto ao modelo existente, é evidente que na PSP não exitem investigadores, coordenadores, e até o curso de ic fica muito a desejar, isto já para não falar na selecção, no entanto existe pessoal com conhecimentos penais/processuais penais que se vão desenrascando, mas no geral os recursos humanos em termos de conhecimentos/formação são fraquissímos. Assim sendo é evidente que a PSP está muitos patamares abaixo da outra policia de ic por excelência, onde os critérios/exigências são de longe superiores, portanto nós na psp não devemos fazer ou querer fazer comparações. Quanto ao último comentador, o cidadaão livre, mas que deve ser militar da gnr ( a tal força de segurança onde exigem escolaridade básica ) refere que em França a PJ não existe como policia autónoma mas integrada na Gendarmerie, efectivamente em França a Direção Central da Polícia Judiciária ( DCPJ ) esta integrada na Direção Geral da Polícia Nacional ) uma policia civil e congénere da PSP. O que a Gendarmerie possui são unidades especializadas entre as quais de investigação judiciaria, completamente diferente.

Anonymous said...

Para além de tudo o que aqui já foi dito, há uma coisa que que é somente a minha opinião e que é:
Muitos de nós temos orgulho na farda que vestimos, não tenho duvidas nenhumas. Muitos de nós para termos uma vida razoável e dar um minimo de estabilidade à nossa familia temos de fazer serviços extra normal, sejam eles os gratificados, seja lá o que for. Certo é, igualmente que muitos não ligam ao conflito que algumas actividades exercem sobre a nossa profissão. Mas, enquanto não tivermos ninguém com eles no sitio que nos defenda perante um pequeno problema e levante a voz para com ministros que são directores sabe-se lá do quê; outros são deputados, directores, comentadores de tudo e mais alguma coisa e ninguém critica o quanto lucram ao fim do mês, mas quando o elemento fardado, que na sua grande maioria, honestamente tenta completar o seu misero salário, aí saltam todos cá para fora que nem cadelas com o cio. Porque enquanto se fala no Polícia esquece-se o resto. Até porque quem utiliza serviços de detectives e afins é certamente gente com posses, porque os outros limitam-se a sonhar quando vêem o CSI.

Anonymous said...

Quem quer ter "outras" actividades estando na PSP,claramente está a mais.O facto de alguém ser pobre ,não lhe dá o direito de roubar.Quanto á PJ,eles que digam quantos casos resolveram sem ajuda de outras instituições,ou quantos processos foram buscar,a essas outras instituições e que ainda,não estão resolvidos e alguns em que ficaram mal na "fotografia"....Passem pelos foruns ligados á PJ e vejam como esses "eruditos" falam dos outros OPC`s.As guerras que mantêm com o MP,porque será????A auréola de pureza,desmoronou-se.Quanto ao"cidadão livre",na PSP não existe o ramo de cavalaria.Saudações Policiais.

Anonymous said...

como PSP, vejo aqui muita dor de cotovelo de muitos que gostariam de ser polícias e não o são por terem entrado para PSP... porque na PSP não se é polícia mas sim funcionário!!! Já chega de conversas da treta... não são PJ´s e pronto... e o resto é só conversa!!! tanto na GNR como na PSP somos funcionários e não POLÍCIAS... e quem pensa o contrário desengane-se!!! abram os olhos e deixem-se de "andar armados aos cágados"!!!!

Anonymous said...

Para que conste aqui vai a minha declaração de interesses: Sou um cidadão livre porque não estou ligado a nenhuma destas organizações que aqui se degladiam. Não aprecio especialmente a actividade policial embora seja um observdor atento destas actividades enquanto pertubadora da actividade do cidadão, principalmente quando é executada por pequenos tiranetes e individuos complexados com problemas mal resolvidos com a vida. Como observdor estarei atento e continuar a comentar. Cidadão livre.

Anonymous said...

Ao "July 7, 2008 5:53 PM",não enganas ninguém.A inteligência não ficou só para ti.Aqui também não se pagam horas extraordinárias!!Se mais não houvesse,só o teu desconhecimento sobre esta instituição te leva a falar assim,mas olha que eu não troco!!
Ao cidadão livre,volto a afirmar: na PSP não existe o ramo de cavalaria,como o refere tantas vezes,o seu amigo Chico,percebe muito bem o que digo.Saudações Policiais

Anonymous said...

Ao comentador anterior
Efectivamente o meu amigo Chico pertenceu a mui briosa e nobre arma da cavalaria.Tal como eu. Embora eu seja cavaleiro mais antigo.Cavaleiro uma vez ,cavaleiros para sempre.Ele depois optou por ser polícia e eu cidadão livre. Em qualquer caso,falo por mim,não ponho de parte os valores dessa nobre arma.E bom seria que esses mesmos valores fossem assimilados por muito boa gente, nomeadamente pelas organizações que dizem proteger os cidadãos. Todos teriam a ganhar.Assim o meu amigo Chico os consiga inculcar nessa instituição.Saudações Cívicas.

Anonymous said...

O Post actual é «orgulho e preconceito». Bom seria que também houvesse «senso e sensibilidade» para abordar aqui as questões. Este local é bom para troca de idéias, mas, mais uma vez, era bom que que se escrevesse, apesar de não concordarmos com o que aparece escrito, ser feito com elevação. Podemos dizer tudo o que nos vai na alma, mas com educação. Sejamos nós quem formos. Obrigado pela atenção.

Anonymous said...

Ao comentador anterior
Deculpe a minha ignorância, mas não vislumbro onde estará a má educação? De qualquer modo não é essa a intenção pois prezo-me de por ser cidadão livre, ser correcto e respeitar as opiniões alheias ainda que que delas discorde. Cidadão livre

Sérgio said...

Mais uma cambada de atrasados mentais....
deviam era investigar o CURRUPTO TITULAR DO PROCESSO qua andou anos a fio a extroquir os comerciantes do Bairro Alto e do Intendente e hoje é o Internal Affairs man...
Isto é só rir...

Anonymous said...

Ò Sérgio até tens razão,